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Ex-governador do Banco de Portugal omitiu do Parlamento que autorizou Berardo a levantar 350 milhões de euros da CGD

Segundo notícia avançada pelo jornal Público esta sexta-feira, Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu, omitiu dos deputados portugueses que em 2007, enquanto governador do Banco de Portugal (BdP), autorizou José Berardo a  levantar 350 milhões de euros junto da CGD para comprar ações do BCP.

De acordo com a notícia, o crédito de 350 milhões de euros dado pelo banco público a Berardo, para reforçar a sua posição no BCP, de 3,99% até 9,99%, não possuía, numa primeira fase, garantias reais, mas a promessa de penhora de acções.

O jornal refere que a 7 de agosto de 2007  a Fundação Berardo (FB) comunicou ao departamento de supervisão bancária do BdP que planeava investir no BCP com “recurso a fundos disponibilizados pela CGD, através de contrato de abertura de crédito em conta corrente, celebrado a 28 de maio de 2007, até ao montante de 350 milhões de euros pelo prazo de cinco anos”. Na mensagem em causa, Berardo remetia, em anexo, os contratos que negociara com a CGD.

Também esta sexta-feira, Constâncio reagiu à notícia veiculada pelo Público, escrevendo na sua conta do Twitter “Não fui questionado sobre isso e ainda estou a investigar. Não me lembro de nada disso há 15 anos e normalmente o supervisor (como instituição) não tem interferência em operações concretas dessa natureza.”

 

 

 

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