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Portugal é o primeiro país da zona do euro a vender dívida no mercado chinês

Portugal vai esta quarta-feira tornar-se o primeiro país da zona do euro a explorar o mercado de títulos da China com uma dívida de 2 mil milhões de yuans (289 milhões de euros) destinada a ampliar a base de investidores do país.

O plano de lançamento de um “panda bond”, que está em preparação há dois anos, também é visto como parte da estratégia de Portugal de se promover como uma porta de entrada para o investimento chinês na Europa. Voltada para investidores institucionais chineses, a venda dos títulos de três anos está marcada para quarta e quinta-feira.

Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, disse numa recente conferência que as taxas de juro mais elevadas que Portugal pagaria em obrigações denominadas em renminbi, em comparação com as taxas negativas da sua dívida em euros equivalente, faziam parte do custo de “entrar num grande novo mercado com alta liquidez”.

Estados membros da UE, Hungria e Polónia, já emitiram títulos Panda, mas Portugal é o primeiro país da zona euro a fazê-lo. A Áustria também está a tomar medidas preparatórias para aproveitar o mercado de dívida chinês.

Cristina Casalinho, chefe do IGCP, a agência de dívida pública de Portugal, disse na semana passada que, apesar de Portugal pagar uma taxa de juros “significativamente mais alta” sobre os títulos chineses, a opção renderia a longo prazo.

“A China tem a maior taxa de poupança do mundo” e, no futuro, provavelmente desempenhará um papel importante nos mercados internacionais de dívida, disse a responsável numa conferência em Lisboa.

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