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Deputados rejeitam pedido de Armando Vara para não comparecer à audição no Parlamento

Os deputados rejeitaram esta terça-feira o pedido de Armando Vara para não comparecer na audição prevista para sexta-feira.

Os serviços da comissão de inquérito da Caixa analisaram o pedido e os argumentos invocados pelo antigo dirigente socialista para não ir ao Parlamento e consideraram que, na qualidade de arguido, o ex-gestor poderá invocar o segredo de justiça e remeter-se ao silêncio quando for questionado sobre factos pelos quais foi constituído arguido e acusado no processo Operação Marquês.

Lembrando que situação idêntica afetou também outros antigos administradores da CGD, o deputado do PSD Duarte Pacheco, declarou que o que será necessário na audição do ex-gestor será a sua memória.

“Precisamos sobretudo da memória do doutor Armando Vara. Espero que a sua memória esteja melhor do que a de outras pessoas que já estiveram nesta comissão”, disse.

A falta de informação atualizada invocada pelo antigo gestor da Caixa também não foi considerada um argumento suficiente por parte dos serviços do Parlamento, adiantou o presidente da comissão de inquérito, Leite Ramos.

No fim de semana Armando Vara pediu para não ir à comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, alegando, através de uma carta enviada pelo seu advogado aos deputados, que está preso e que, por isso, não tem como se preparar para a audição, e, alegando que já prestou todos os esclarecimentos quando foi à primeira comissão de inquérito do banco estatal.

Recorde-se que o ex-banqueiro está detido na prisão de Évora desde o início do ano, depois de ter sido condenado a cinco anos de prisão efetiva, por três crimes de tráfico de influência, no âmbito do processo Face Oculta.

A audição está agendada para o dia 14 de junho, próxima sexta-feira.

 

 

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