Timor Leste

Timor-Leste: Fretilin reafirma que vai continuar na oposição

Apoiantes da Fretilin

A Fretilin, maior partido no Parlamento de Timor-Leste, decidiu que vai continuar a ser uma força da oposição, tendo reafirmado o seu empenho na defesa do Fundo Petrolífero (FP), a principal fonte de receitas do orçamento nacional.

A formação política, que analisou a atual situação do país durante uma longa reunião realizada este fim de semana no seu Comité Central, referiu, posteriormente, em comunicado, o “impasse institucional e de confrontação inaceitável” que se vive em Timor-Leste. Recorde-se que a tensão entre a coligação do Governo e a Presidência da República tem marcado o debate político, dominando o debate parlamentar nas últimas semanas.

No documento, e numa altura em que se debate o futuro do VIII Governo Constitucional, a Fretilin reafirma “a sua posição como Partido da oposição durante o mandato corrente” e que “continuará a fazer todos os esforços para garantir a soberania e o Estado de direito democrático”, explicando que vai “continuar a defender o fundo soberano e a opor-se a delapidação do mesmo, em prol do bem-estar da nação e do povo”.

Esta posição foi mostrada na altura em que contestou a decisão do Executivo em recorrer ao FP para comprar uma posição maioritária no consórcio do Greater Sunrise, primeiro passo numa estratégia de desenvolvimento da costa sul do país, que inclui um gasoduto para Timor-Leste e que custará até 12 mil milhões de dólares.

O partido disse ainda que vai “procurar encontrar medidas estruturantes de estado e políticas globais para o desenvolvimento nacional” e “exigir o debate em relação aos investimentos na costa Sul, de forma a limar as diferenças”, mandatando o secretário-geral, Mari Alkatiri, a “dialogar com as outras forças políticas no país, em particular com os líderes nacionais”.

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