Crise | Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Nuno Nabiam acusa PR de provocar “desordem” através dos deputados do MADEM-G15 e PRS

Nuno Gomes Nabiam

O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Nuno Gomes Nabiam, acusou esta quinta-feira, 13 de Junho, o Presidente da República, José Mário de Vaz, de”instruir os deputados do MADEM-G15 e do PRS a criarem desordem” na ANP com intuito de pôr em marcha o seu plano para inviabilizar a governação do PAIGC.

Segundo Nuno Gomes Nabiam, que falava às mulheres vestidas de branco que estavam na manhã desta quinta-feira junto à ANP para apelar à paz e tranquilidade, José Mário Vaz terá dado a instrução aos do MADEM-G15 e PRS antes de partir para a mesa redonda de Malabo, e sublinhou que o chefe de Estado é o responsável pelo impasse que se vive na ANP.

Nuno Gomes Nabiam disse também que não existem razões que justifiquem a não nomeação do novo primeiro-ministro e acusa José Mário Vaz de ter o país refém.

Nabiam admitiu a possibilidade de deixar o cargo de primeiro vice-presidente se a sua presença na mesa constituir o motivo de bloqueio que se vive na ANP, e fincou que a APU-PDGB nunca será um obstáculo ao processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O primeiro vice-presidente da ANP apelou ainda ao MADEM-G15 e ao PRS a serem uma “oposição construtiva”, manifestando a disponibilidade da mesa para discutir com o PRS a questão do lugar do primeiro secretário, tendo em conta que “os lugares do segundo vice-presidente e do primeiro secretário não devem bloquear o país”. Contudo, lembrou que a actual primeira secretária da ANP, Dam Yala Baranção, foi eleita pela maioria dos deputados.

Por fim, Nuno Gomes Nabiam confirmou que o MADEM-G15 mantém o nome do seu Coordenador Nacional, Braima Camará, para ser sufragado para o lugar do segundo vice-presidente da ANP.

“Recebemos na segunda-feira a carta do MADEM-G15. Voltaram a enviar o nome de Braima Camará para ocupar o lugar do segundo vice-presidente da ANP. Como estamos em democracia, a mesa já analisou o assunto e a decisão agora cabe aos deputados, porque a plenária é soberana” disse, sublinhando que é necessário que o Presidente da República convide o PAIGC a indicar a figura do primeiro-ministro e consequente formação do governo, com vista a desbloquear o país.

Tiago Seide

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