Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Movimento Ba-Fatá denuncia ambiente de autodestruição do país

O Presidente da Resistência da Guiné – Movimento Ba-Fatá, Fernando Henrique Mendes, apela ao Presidente da República José Mário Vaz a convidar o PAIGC a indicar o nome do primeiro-ministro, enquanto se aguarda pela conclusão da constituição da mesa da ANP.

Esta segunda-feira, 10 de Junho, em conferência de imprensa, Fernando Henrique Mendes propõe ainda um “diálogo sério” entre os partidos políticos representados na ANP, instando, por outro lado, a demonstrarem a “maturidade da consciência nacional que ponha as instituições a se respeitarem, o país a funcionar e para que o Estado inicie um processo de Organização que tarda em aparecer e já lá vão décadas”.

Para Fernando Mendes, a indicação da figura do primeiro-ministro e consequente formação do governo não dependem da composição cabal da mesa da ANP.

“Lamentavelmente a Guiné-Bissau está de novo mergulhada numa onda de agitações, de discussões estéreis, incapazes de resolver qualquer problema dos muitos que o país tem estado a acumular ao longo dos tempos. Os que gostam de espectáculos vão se deleitando nesta autodestruição a que o país tem vindo a assistir. Inconscientemente se vai assim, lançando achas para a fogueira onde as esperanças da Guiné-Bissau estão a arder há mais de cinco anos” disse, afirmando que “o parlamento está, outra vez, com generalizadas fricções e guerrilhas, sem poder exercer suas funções. O Presidente da República mantém o habitual mutismo e o clima de desespero vai assando as populações, sempre as mesmas, a carregar as consequências dos fracassos e/ou incapacidade de políticos e partidos que têm assumido a condução dos destinos das instituições e do país nos últimos cinco ou dez anos”.

Por outro lado, Fernando Henrique Mendes disse que a Guiné-Bissau vê o futuro do país com bastante preocupação, uma vez que a 13 dias do fim do mandato do chefe de Estado, José Mário Vaz não marcou a data das eleições presidenciais.

“A Guiné-Bissau não tem figura de mediação. Estamos a 13 dias do fim do mandato do chefe de Estado. Portanto, o futuro do país preocupa-nos bastante. Por isso, é urgente que se inicie um diálogo claro e responsável para encontrarmos a saída do actual impasse. O ano escolar está quase nulo, as greves sucedem-se a todos os níveis, sucedem-se as invasões estrangeiras ao país a ritmo desconcertante. Na comercialização da castanha de caju o lema é “salve-se quem puder”. Mantém-se ausência de autoridade de Estado” disse Fernando Mendes.

Por fim, Fernando Henrique Mendes disse que o seu movimento disponibiliza-se para dar o seu contributo a fim favorecer um diálogo sério entre os atores políticos, com vista a encontrar uma solução para que o Estado guineense inicie o processo de organização.

Tiago Seide

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