Cabo Verde

Cabo Verde: MpD diz que criminalidade “não se reduz aos casos de desaparecimento de pessoas”

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A deputada do MpD, Filomena Gonçalves, defendeu que a criminalidade em Cabo Verde “não se reduz aos casos de desaparecimento de pessoas” e que os cabo-verdianos estão “mais confiantes” em matéria de segurança.

As declarações foram feitas aos jornalistas na cidade da Praia para fazer o balanço das jornadas parlamentares do partido no poder, visando a preparação da primeira sessão plenária de junho, que arranca esta quarta-feira, 12 de junho, tendo como pano de fundo o debate com o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

De acordo com a representante do MpD, o referido debate será uma “excelente oportunidade” para o Governo poder, “uma vez mais”, informar ao país sobre os “vários ganhos” que Cabo Verde tem alcançado nos últimos três anos. “Os cabo-verdianos estão cada vez mais confiantes e determinados a enfrentar e vender os novos desafios com que o país está confrontado neste domínio”, declarou, tendo defendido que não poderá haver desenvolvimento e crescimento se não forem vencidos os desafios da segurança.

Segundo Filomena Gonçalves, as questões à volta da segurança são globais devido às ameaças do terrorismo, do narcotráfico e da criminalidade. Na sub-região da CEDEAO, ajuntou, existem ameaças constantes em alguns países membros, tais como Mali, Burquina, Níger e Nigéria.

É nesse quadro que, de acordo com a própria, Cabo Verde tem estabelecido “de uma forma inteligente e pragmática parcerias fortes a nível de segurança” junto de países amigos e principais aliados do arquipélago. Os dados sobre a criminalidade indicam que este fenómeno tem diminuído “substancialmente” nos principais centros urbanos do país, fruto de “políticas assertivas” do Governo.

Quando questionada sobre o aumento de casos de pessoas desaparecidas, respondeu que, no ponto de vista do seu partido, a criminalidade não se reduz aos casos de desaparecimento de pessoas. “Estamos a deparar sim com ‘fake-news’, que nós temos que ver que, se calhar, todo o país tem que debruçar sobre isso para ver se não há uma tendência de se tentar, portanto, lançar pânico às pessoas”, criticou.

“Nós acreditamos que temos instituições sérias no país e estamos a trabalhar com os dados (…) acreditamos que a oposição tem todos os instrumentos legais que se se deparar, de facto, com a adulteração dos dados, tem mecanismos legais para pôr cobro a essa situação”, concluiu.

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