Angola

Angola: BPC e Económico garantem que deputado do MPLA não tem dívida de USD 15 milhões

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Existem informações a circular em plataformas de redes sociais há mais de dois meses sobre Salomão Xirimbimbi, deputado do MPLA, ter uma dívida de 15 milhões de dólares (13.326.100 de euros).

Para acabar com este assunto, o membro do partido no poder escreveu para os conselhos de administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), maior banco público de Angola, e do Banco Económico a pedir esclarecimento se é ou não devedor, uma vez que faz parte de uma extensa lista de supostos devedores do ex-BESA e ainda de outra do BPC. O deputado consta assim como um dos devedores entre inúmeras figuras da política e do setor empresarial privado, que supostamente terão desfalcado o banco público através da concessão de crédito de difícil recuperação.

Segundo a imprensa, Xirimbimbi terá afirmado nas cartas endereçadas aos dois bancos que corre nas redes sociais uma notícia que se refere aos hipotéticos beneficiários de crédito da referida instituição.

“Considerando que eu nunca fui, nem sou titular de conta bancária no ex-BESA, nem nunca solicitei pessoalmente crédito algum, ao Banco ex-BESA (…) venho por este meio recorrer a V. Excia para que se digne confirmar o seguinte: Quando é que solicitei e beneficiei de algum crédito do Banco ex-BESA e qual o montante? (…) e não tendo solicitado nem beneficiado, se existe alguém que terá solicitado ou beneficiado fazendo-se passar por mim e quem é?”, pode ler-se.

O Banco Económico, através da Direção de Compliance, respondeu ao político assegurando que este não é cliente da instituição e, consequentemente, não possui responsabilidade financeira. O Económico iliba-o assim de qualquer responsabilidade face ao ocorrido.

Também o BPC, por intermédio do seu presidente, respondeu à carta de Salomão Xirimbimbi garantindo que este não beneficiou da concessão de crédito junto do banco público. À semelhança do Económico, o BPC demarcou-se de alguma responsabilidade sobre as informações que circulam nas redes sociais sobre nomes e montantes atribuídos a pessoas devedoras, singulares e/ou coletivas.

“Como instituição, a nossa actividade é pautada pela observância rigorosa das regras de sigilo bancário, do Código de Ética e Deontologia Profissional a que nos encontramos obrigados por Lei, pelo que, em comunicado de imprensa o Conselho de Administração rejeitou qualquer ligação ou responsabilidade pelo conteúdo e divulgação de beneficiários eventuais de créditos sem garantias para o seu reembolso”, referiu.

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